quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pai!

Por Preguiça

Onde foi que disseram que eu tinha que ser assim, tão paterno em relação a minhas amizades? Quando foi que estabeleceram que eu me tornaria responsável por impedir o sofrimento de quem estivesse a minha volta? Talvez a falta de uma presença paterna real, e não apenas física, tenha me feito desenvolver essa responsabilidade, já que sou o primogênito de quatro filhos. Talvez o fato de estar cercado de pessoas mais novas que eu, me torne mais experiente. Talvez seja pura prepotência minha em achar tudo isso.
O fato é que não suporto ver meus amigos passarem por tudo aquilo que já passei, pelos mesmo buracos que pisei, errar os caminhos que já errei. Mas também quem disse que eu saberia que todos esses caminhos não eram bons se eu não os tivesse vivido pessoalmente? E por isso, e só por isso, eu os deixo cair. Com dor no peito em saber o quanto vão se machucar. Mas eu tenho curativos de sobra. E vou continuar aqui preparando ataduras... enquanto eu as tiver.

domingo, 9 de maio de 2010

Feliz dia das mães!!

Por Marlon Vila Nova



No dia de hoje homenageio minha mãe com esse vídeo de uma das propagandas mais emocionantes que já vi até hoje. Parabéns à Renner, que me fez lembrar de momentos incríveis que vivi com minha mãe ao longo de toda minha vida, e parabéns a minha mamãezinha, pelo dia dela.
PS: Minha mãe fez um blog pra ela hoje, em breve colocarei o link aqui.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Too good to be truth

Por Vaidade

E se a resposta pro meu futuro estiver nos erros do passado? Essa pergunta de repente começou a me assombrar. Ao contrário da maioria das pessoas que queimam cartas e abominam lembranças de relacionamentos anteriores, eu estou cercado de pessoas maravilhosas que se relacionaram comigo. Não existe nenhuma (ok, só uma) delas que eu não goste e não queira ter por perto.
Será que isso faz com que seja eu a pessoa abominável da relação? Sim, porque se alguém tem que ser o ruim da história e eu nunca os vejo assim, será que o errado sou eu? Talvez por isso todos namorem e são felizes em algum momento, menos eu.
Meu último relacionamento considerável terminou há dois anos, e desde então nada acontece. Dezenas de pessoas já passaram pela minha vida como quem cruza a avenida Paulista rumo à Concolação, e nada mais.
Me julgaram exigente demais. Terei sido eu o motivo por todos os fins? E se eu resolver voltar atrás e reconsiderar alguns erros que, talvez, no fundo, não sejam assim tao ruins? Seria bom senso ou desespero? Afinal, o certo seria reconsiderar para se estar acompanhado, ou isso seria o mesmo que estar mal acompanhado apenas para não estar só?
Se todos ao meu redor insistem em detonar minha modéstia me fazendo admitir que sou mesmo bonito, inteligente, independente, educado, simpático, determinado, corajoso, maduro e desejável, só me resta concordar com a melhor das manifestações ao meu caso nos últimos tempos: Eu sou mesmo muito bom pra ser verdade.
Droga!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Bella Paulista

Por gula

E a viagem pra Salvador foi incrível. Eu sempre achei que não fosse gostar muito daquele lugar, mas tenho que admitir que é tudo o que dizem. E, como se o cansaço de dançar praquela multidão e depois ainda enfrentar horas de voo não fosse suficiente, ainda decidi ir pra balada direto do aeroporto.
Minha segunda feira estava quase perdida quando acordei às 18h com um telefonema da minha bonequinha chamando pra encontrá-la na nossa padaria preferida. Há muito tempo não nos encontrávamos só os dois pra conversar e comer aquele buffet incrível e interminável.
E justo quando nosso mundo parecia se resumir àquilo, chega, em uma mesa ao lado, alguém que reúne algumas das características que me dariam segurança de estabilidade em um relacionamento. A camiseta gola em V deixava notar que a academia era frequentada regularmente, um sorriso no rosto demostrava aquela simpatia digna de pessoas agráveis, e os óculos de grau davam o charme intelectual que precisava pra eu ter certeza de que não me entediaria ao lado dele.
Depois de comentar com minha amiga sobre ele, decidimos ir embora. Na fila do caixa, ela revela que tinha pedido a um garçom pra entregar um bilhete (meu amigo namoraria com alguém como você) com meu telefone pro cara. Depois de tentar matá-la, fomos olhar pelo vidro a reação dele.
E chegamos bem a tempo de ver o garçom entregando o papel pro cara errado.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Que seja eterno, se possível

Por Preguiça

Quem disse que o amor nunca morre pode estar até correto; realmente ainda não passei por nenhum exemplo contestável. Mas posso garantir que o que o precede anda falecendo bastante. Talvez por isso não tenhamos ouvido falar tanto de amor ultimamente.
Há um mês atrás recebi a notícia de que uma pessoa com a qual havia tido uma espécie de 'relacionamento não vingado' havia falecido. Fiquei triste, apesar de não termos mais contato. Hoje, um mês depois, recebo uma notícia igual, só que com outra pessoa (obviamente), que também cheguei a ter o mesmo tipo de relação. Também não tínhamos mais contato, mas a notícia me abalou. Nunca fui de ter muito contato com a morte, e talvez por essa distância sempre achei que saberia trabalhar bem com ela. Ainda acho... eu acho.
O fato é que, de uma forma ou de outra, as coisas têm se findado ao meu redor. E hoje percebi sem querer que tenho sempre consciência de que as coisas vão acabar um dia. Talvez por isso eu saiba aproveitá-las melhor enquanto duram. Talvez por isso eu não aposte tanto em possibilidades que poderiam dar certo. Talvez por isso esses precedentes de amor nunca chegaram a se tornar um amor completo, de fato.
Considerando que partes do que compõe minha história andam partindo, eu só espero que sobre um pouquinho de mim para viver um amor de verdade um dia, seja lá isso o que for.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Quanto custa um amor?

Por Avareza

Em uma segunda feira normal, onde não se tem muito o que fazer mesmo que você more em São Paulo, levar minha irmã na rodoviária virou o programa do dia. Por sorte, um amigo resolveu acompanhar-me no meu "passeio".
Na volta, como se um segunda feira já não fosse chata o bastante, o ex namorado resolve aparecer no visor do celular do pobre coitado.
Ligação terminada e desabafos iniciados, decidimos que nossa missão do dia era conseguir um programa interessante onde existissem pessoas disponíveis... numa segunda feira. Será que só se esquece uma pessoa em definitivo quando aparece outra? A resposta pra essa pergunta era justamente o objetivo da noite.
Andando pela avenida Paulista às 19h da noite, quando milhares de pessoas interessantes, - disponíveis ou não - estão à solta, um ser interessantíssimo - disponível ou não - vem em nossa direção como um presente em resposta a um pedido feito ao Universo... e nos entrega um papel.
O folder de Dona Natália prometia solucionar difíceis problemas amorosos, casos íntimos a resolver, depressão e ainda dizia trazer a pessoa amada, além de fazer e desfazer amarração para o amor. Tudo em sigilo absoluto. E ao invés de gastarmos em torno de R$50,00 para entrar e consumir em algum bar da região afim de conseguir pretendentes, dona Natalia o fazia por R$20,00.
Então é isso? Um grande amor hoje em dia vale R$20,00? De repente ficou explicado o fato daquela colega de trabalho horrorosa ter um namorado firme.
Bem, acabamos não saindo pra lugar nenhum. E não ligamos pra dona Natália, claro. Não acho que conseguiria aceitar um amor comprado por R$20,00. Mas guardei o folder, de qualquer forma. Talvez um dia resolva pedir o telefone do entregador de fôlderes dela... se for de graça.

sábado, 3 de abril de 2010

Círculo tedioso

Por Preguiça

É quando não se espera que ele aparece. Completamente improvável, faz tudo parecer perfeito. E já que é perfeito, ele aparece no visor do seu celular no dia seguinte, claro. E diz que adorou te conhecer. E quer te ver de novo.
E quando o "de novo" acontece é ainda melhor. Você descobre que ele é diferente do que você esperava. Melhor. E as ligações ainda se repetem todos os dias, durante uma semana... duas. E exatamente quando você começa a acreditar que finalmente as coisas podem mesmo dar certo, quando vc já lê o horóscopo dele logo depois do seu e quando seus planos de happy hour dependem da folga semanal dele, ele precisa falar com você.
E é nessa conversa que você vira uma pessoa incrível que ele não quer nunca machucar e prefere sempre ser sincero contigo. Resumindo, ele não está pronto pra uma relação. Mas claro que não é culpa sua, é sempre algo errado com ele. Algo que ele não sabe explicar e blá, blá, blá.
E aí tudo bem. Você percebe que, na verdade, só estava camuflando todas as provas de que não daria certo porque, no fundo, você queria que desse certo. Não com ele especialmente, mas com qualquer um. E já que ele estava tão disponível, podia ser ele. Mas já que não foi, tudo bem também. Você nem queria mesmo tanto assim.
E aí você esquece mais rápido do que o esperado e se dedica a sair com seus amigos. Volta a frequentar teatros e baladas nos horários que te der vontade. Começa a passear só pelo prazer agradável da companhia de quem você sabe que não vai te deixar. Começa a frequentar bares porque é bom pra se reunir com seus amigos. E aí é lá, no bar, que você vê alguém, do outro lado. Os olhos se cruzam e um sorriso no canto da boca aparece. Ele vem até você e apesar de completamente improvável, faz tudo parecer perfeito. E já que é perfeito, ele aparece no visor do seu celular no dia seguinte, claro. E diz que adorou te conhecer. E quer te ver de novo.
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