Por Preguiça
Onde foi que disseram que eu tinha que ser assim, tão paterno em relação a minhas amizades? Quando foi que estabeleceram que eu me tornaria responsável por impedir o sofrimento de quem estivesse a minha volta? Talvez a falta de uma presença paterna real, e não apenas física, tenha me feito desenvolver essa responsabilidade, já que sou o primogênito de quatro filhos. Talvez o fato de estar cercado de pessoas mais novas que eu, me torne mais experiente. Talvez seja pura prepotência minha em achar tudo isso.
O fato é que não suporto ver meus amigos passarem por tudo aquilo que já passei, pelos mesmo buracos que pisei, errar os caminhos que já errei. Mas também quem disse que eu saberia que todos esses caminhos não eram bons se eu não os tivesse vivido pessoalmente? E por isso, e só por isso, eu os deixo cair. Com dor no peito em saber o quanto vão se machucar. Mas eu tenho curativos de sobra. E vou continuar aqui preparando ataduras... enquanto eu as tiver.
