quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A volta do mau gosto

Por Vaidade

Já deu pra perceber que o mundo deu uma enlouquecida nessas últimas semanas. Eu nem ia comentar nada aqui a respeito, mas aí veio a bomba destruidora de todas as esperanças do mundo.
Eu comecei a desentender tudo quando proibiram o clipe Fireworks da Katy Perry de ser veiculado nos EUA por conter um beijo gay. Oi? Como assim? Desde quando isso é um problema pra censura de lá? Lembram do clipe All the lovers da Kylie Minogue? Lembram que a Madonna beijou a Aguilera ao vivo? Lembram que milhares de clipes já veicularam coisas assim antes? Porque decidiram que agora, nesse clipe em especial, não podia? E isso vindo de um país liberal onde em vários lugares o casamento gay já é até aceito. Ainda se fosse na Globo... mas tudo bem, existem absurdos no mundo todo mesmo. Fingi que não vi e passei em frente.
Ai me vem o Mackenzie, uma das maiores faculdades do país e solta uma nota que quer adquirir o direito de ser homofóbica. Oi? Ta bom, ta bom, não foi especificamente a faculdade e sim o chanceler da mesma... aham, ta bom. O fato é que foi ridículo, principalmente porque todo mundo sabe que a maioria dos alunos de lá é gay. Fingi que não vi e passei em frente.
E aí eu ouço que atacaram outro gay na Paulista com uma lâmpada. Do nada. Gratuitamente. O coitado tava lá andando e conversando e "pá!"... quase morre atoa. Confesso que começou a me irritar e fiquei meio indignado.
E aí veio a gota d'água. Hoje no meio da tarde, recebo a notícia de que foi publicada na Vogue uma matéria que diz que a pochete está de volta. PA-RA TU-DO!!! Foi o estopim pra minha revolta. Não foi uma notícia que saiu no Super Pop gente, foi na Vogue. Na VOGUE! Quer dizer, é pra morrer, não é?
Olha... querer, de uma hora pra outra, agredir gratuitamente os gays do mundo já é revoltante demais. Não me venham querer inserir de volta o mau gosto no mundo, porque aí sim... VAI TER BRIGA!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Paulista

Por Vaidade



Como não ser feliz depois de caminhar na Paulista em um lindo dia de Sol?

E daí se as contas estão vencidas e você está sem emprego? Que importa se elegeram errado e seu corpo está cansado? A Paulista continua linda nos dias de Sol.

É certo que o mundo está acabando, que as pessoas estão endoidando, que a política está nos enrolando. Mas, você já viu a Paulista quando garoa no fim de tarde?

Que interessa se ninguém te dá bom dia, se não tem tempo nem de ir à padaria, e muito menos visitar uma tia? Você já viu a Paulista na época do Natal?

Se te obrigam a votar, se te tiram o direito de falar, se não respeitam nem sua vontade de não querer beijar...

Como não ser feliz depois de caminhar na Paulista em um lindo dia de Sol?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vizinho

Por Luxúria


Se meu vizinho soubesse que o que o faz secar são os olhares furtivos atrás da cortina a lhe desejar, colocaria ele uma cortina com medo do meu desejo o prejudicar.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Eu só sei amar

Por Marlon Vila Nova

E pensar que logo eu, que sempre quis você, dei um jeito de desquerer agora que já tinha.
Se eu pudesse escolher, tudo seria tão diferente. Você não me amaria tanto e eu seria louco por ti. Afinal, minha especialidade é amar... não é ser amado. Porque se a metade de mim é amor, e a outra metade também, já não da mais pra absorver, eu só tenho como doar amor.
Mais aí você sofre, e te ver sofrer é sofrimento. Eu já sei como viver dolorido assim, queria tanto trocar com você. Queria poder só eu sofrer, só eu chorar, só eu sentir frio, só eu lutar... e fazer seu sorriso não desmanchar.
Mas se um dia eu me arrepender e for atrás de você, negue a minha volta e me castigue com um sorriso. O mesmo sorriso que queria ver agora, pra saber que você está bem. Me deixe sofrer impiedosamente, porque isso eu sei fazer. Eu só sei amar, eu não sei ser amado. Mas eu sei sofrer.

sábado, 9 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Primavera

Por Preguiça

E eis que no fim do dia, quando o cansaço o fazia pensar apenas que no dia seguinte seria ainda pior, ele avista no vagão, nas costas de um desconhecido, uma mochila deixando escapar por entre o zíper uma única enorme rosa vermelha. Linda!
E o último sorriso do dia preencheu seu rosto ao se dar conta de que a época das flores sempre vai existir.
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